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TERAPIA DE CASAL

Kelen de Bernardi Pizol - consultório: Av. Paulista - metrô Trianon Masp / São Paulo

psicóloga graduada e pós-graduada pela USP, kelen@psicoterapiacognitiva.com.br


O QUE É PSICOTERAPIA DE CASAIS

    É uma terapia conjunta, centrada no relacionamento amoroso, visando:

  • Melhorar a comunicação
  • Enriquecer os comportamentos positivos
  • Desenvolver habilidades de resolução de problemas
  • Mudar padrões de comportamentos que levam à discórdia conjugal
  • Aliviar problemas sexuais
  • Reestruturar padrões de pensamentos disfuncionais e prejudiciais
  • Buscar a diminuição progressiva dos conflitos destrutivos
  • Avaliar as crenças quanto ao relacionamento

    O objetivo maior na terapia de casal é a satisfação conjugal.


Por que os casais procuram a terapia

    Há muitos problemas que podem levar um casal a procurar a terapia conjugal, tais como aumento das discussões, insatisfação na área sexual, dificuldades específicas ou um conjunto de problemas que não conseguem resolver, uma tentativa de salvar o relacionamento antes de se separar, incapacidade para resolver conflitos, etc.


Como é a terapia

    Inicialmente é feita uma avaliação cuidadosa do relacionamento através de reuniões conjuntas e se necessário entrevistas individuais, esboçando-se um plano de tratamento.

    Se a terapia de casal for a mais indicada para os parceiros, o tratamento seguirá com sessões de terapia semanais, com duração de 50 minutos.

    A terapia é realizada com a colaboração participativa do casal, as intervenções e técnicas ensinadas pelo psicólogo e as atividades concluídas entre as sessões.


A quem não se destina

    Existem alguns casos em que a terapia de casal tem menor probabilidade de ser eficaz, tanto por falta de envolvimento de algum dos parceiros, quanto por problemas específicos que devem ser resolvidos primeiro através de psicoterapia individual. 

    Antes de se iniciar um trabalho conjunto o psicólogo avalia estas dificuldades nas sessões iniciais e poderá indicar a psicoterapia individual, conforme o caso.

A terapia de casal não é indicada para quem:

  • Não quer abandonar um caso extraconjugal
  • Já decidiu pela separação, pois ambos têm que estar dispostos a apostar na relação, para ver se ela pode melhorar (nesse caso, se o casal quiser, pode ser realizada uma intermediação do psicólogo para uma separação amigável, o que é chamado de Mediação de conflitos).
  • Teve vários relacionamentos instáveis devido a uma perturbação de personalidade ou de caráter

E também quando:

  • Há abuso físico
  • Dependência de álcool ou drogas
  • Nunca houve atração ou paixão entre o casal

    Nos caso de violência física e/ou dependência de drogas ou álcool, a terapia de casal só é recomendada após estes problemas terem sido resolvidos.

    Quando existem graves problemas emocionais ou comportamentais (p.e., esquizofrenia, depressão), o tratamento pode ser mais difícil, mas a terapia de casal pode ser bem-sucedida se estes problemas estiverem sendo tratados; inclusive pode ser ótima como complemento do tratamento psicoterapêutico e/ou medicamentoso. 

    Já se o problema for resultado das dificuldades conjugais (como depressão, p.e.), a terapia de casal é indicada primeiro.


CRISES NO CASAMENTO

   Kelen de Bernardi Pizol

    Uma crise no casamento acontece quando vários fatores conjuntos contribuem para que ela aconteça.

    As crises mais comuns no casamento estão relacionadas à dificuldades de comunicação, ao medo de abandono ou rejeição, a problemas individuais, a expectativas diferentes quanto à relação e à visões de mundo diferentes. Muitos casais que procuram psicoterapia alegam como causa principal da crise que estão passando, entre outros:

-ciúmes,

- mudanças no modo de ver ao relacionamento e/ou a si próprio,

-traição,

-divergência na educação dos filhos e na resolução de problemas cotidianos,

-problemas sexuais

    A dificuldade de impôr limites e equilibrar a relação é prato cheio para uma crise. É muito comum, por exemplo, após anos de casamento, aquela parte que sempre cedeu mais achar que não recebeu o devido reconhecimento em troca e virar a mesa, o que leva à crise. Entre os problemas individuais que levam à crises estão o alcoolismo e a violência doméstica, por exemplo.

    Períodos de mudança no casamento podem levar à uma crise, se o casal não conseguir lidar com o estresse da mudança e com seus efeitos na relação. Estas mudanças demandam adaptação à nova realidade por parte do casal e geralmente estão ligadas a acontecimentos marcantes no casamento.

    Veja abaixo alguns destes eventos importantes:

Início do casamento

Nascimento do primeiro filho

Educação de filhos, principalmente adolescentes

Afastamento dos filhos de casa após seu crescimento

Aposentadoria

Doença na família

Modificações no trabalho e envolvimento com o trabalho

    Por quê muitos casais passam por estes períodos sem viver uma crise, e outros não? Na verdade, a resposta está na dinâmica do relacionamento entre o casal e na estrutura psicoemocional de cada um deles. Cada um destes períodos têm suas peculiaridades e o grau que eles irão afetar um casamento depende muito de cada um dos parceiros e do modo que eles interagem entre si e com as dificuldades.

    O período pelo qual o casal está passando pode levar a uma crise, mas não é o único motivo para que crises no casamento aconteçam. Por exemplo, um determinado casal pode viver uma crise com o nascimento do primeiro filho, contribuindo para isso as mudanças no corpo da mulher, o ciúmes normal que o marido pode vir a sentir ao dividir a atenção da esposa, até então inteiramente sua, com o bebê, o que cada um sente sobre os novos papéis que irão desempenhar dali em diante, as expectativas quanto ao novo membro da família, e muito mais, enfim. Por outro lado, um outro casal pode viver uma grande crise por causa do ciúmes excessivo que um deles tem do outro. Aí, não necessariamente há um período específico em jogo, mas sim um modo de se relacionar e de ver o relacionamento, a si mesmo e ao outro, que dia após dia traz conflitos que culminam com a crise propriamente dita.

    Para vencer uma crise o casal deve lançar mão de algumas ferramentas, sendo a mais importante a COMUNICAÇÃO.

    Caso sinta dificuldades em vencer a crise sozinho ou dependendo da natureza do problema, é importante procurar ajuda de um psicólogo, seja para fazer psicoterapia de casal ou individual. Ter em vista que existe ajuda profissional apropriada é relevante, pois muitos casais vão passando por cima dos conflitos que surgem no decorrer do relacionamento sem resolvê-los em seu íntimo, então os conflitos vão se acumulando e tomando uma dimensão cada vez maior, e o casal acaba só buscando ajuda quando uma enxurrada de mágoas e acusações minou bastante a força do casamento.


FASES & CRISES

  Kelen de Bernardi Pizol

    Muitas pessoas me perguntam a respeito de fases onde as crises são mais propícias no casamento. A meu ver, determinados eventos podem acontecer no decorrer da união, apesar de não poder haver uma generalização destes dados, e o fato disto desencadear uma crise depende muito de cada casal, tanto como indivíduos quanto da configuração de seu relacionamento, entre outros fatores.

    Vejamos as perguntas mais comuns que me fazem a respeito destas fases e possíveis respostas:

Início do casamento. O casal fica agora frente a frente com a vida que construiu para si. O que poderia levar a uma crise nesta fase?

R. No início da união existem muitas fantasias sobre como é um casamento e quando as pessoas se deparam com a realidade do dia-a-dia com o companheiro, alguém que tem tanto defeitos quanto qualidades e nem sempre se comporta como pensávamos que se comportaria, a frustração e a desilusão podem levar a uma crise.

Além disso, uma crise pode acontecer porque o casal está passando por várias mudanças ligadas ao seu novo papel de casado e isto causa um estresse que pode modificar o modo com que eles se comportavam um com o outro e se viam antes do casamento.

Cada um tem que se adaptar a morar em um lugar novo, com uma pessoa com hábitos e modos de ver o mundo diferentes dos dele, passa a ser requisitado de maneira diversa do que era antes, de acordo com o novo papel de esposo e esposa que passa a desempenhar agora, tem que se encaixar também na família do parceiro, tem que fazer em um período curto de tempo várias escolhas e resolver várias questões domésticas e burocráticas e responder a expectativas diversas. O estresse causado pelas mudanças pode levar a oscilações de humor, irritação, os pensamentos e sentimentos sobre o companheiro nem sempre são amistosos devido a isso, o que pode acabar levando a desentendimentos e conflitos, gerando assim uma crise.

Para não se deixar levar, algumas dicas são aprender a lidar com as situações de estresse e diminuir expectativas irrealistas. Dependendo do caso, psicoterapia individual pode ajudar.

Passou a surpresa do sexo. A rotina prevalece sobre a aventura, a renovação. Como lidar, especialmente se isso for um peso para um dos dois?

R. Para o casal lidar com a rotina no plano sexual, primeiro ele tem que se conscientizar de que o com o passar do tempo é normal a paixão diminuir e outras preocupações da vida de casado tomarem maior tempo dos dois. Mas isto não quer dizer que o sexo precisa deixar de ser prazeroso. Com conversa e envolvimento, os parceiros podem tornar sua vida sexual mais criativa e não deixá-la cair na pasmaceira.

Três anos de casada: planos de vida podem se chocar. As coisas que vinham adiando - como ter filhos, fazer uma pós no exterior - podem se revelar um plano mais forte para um dos dois. Como sair dessa crise?

R. Aqui, a questão da escolha é o ponto mais importante. Para sair desta crise, o casal deve conversar francamente, um tentar ver o lado do outro, a perspectiva do outro, e tentar procurar uma solução que, na medida do possível, satisfaça a ambos. Dependendo do plano de vida que está se chocando, esta solução pode ser um meio termo entre os dois planos, ou pode ser adiar um dos planos por mais tempo, ou um dos dois abrir mão do seu plano.

Sete anos de casada: Reavalição. Será que isso vai durar para sempre? Será que minha vida é será só isso? Enfim, uma crise com o rumo que a vida vem tomando.

R. Novamente é sobre escolha que estamos falando com esta reavaliação. E reavaliar o casamento também é reavaliar o que se quer da própria vida, o que se estava procurando até aqui e o que se quer alcançar a partir de então. Ao olhar para dentro de si a pessoa pode se dar conta dos significados simbólicos dos seus desejos e do papel que estes significados desempenham na análise do seu casamento e da sua vida. Uma crise pode levar à desestruturação, mas também pode levar à transformação. Cabe a cada um reconhecer seus desejos e prioridades e eleger o modo de alcançá-los e conduzi-los, integrando o futuro ao seu presente e ao seu passado. E cabe ao casal a incumbência de aperfeiçoar sua relação e se dar a oportunidade para buscar soluções para as dificuldades e desentendimentos que vão surgindo com o passar dos anos.


TERAPIA DE CASAL PARA GAYS, LÉSBICAS E BISSEXUAIS

   Essa população pode procurar psicoterapia de casal por razões comuns a muitos casais, por razões próprias aos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, ou por ambos. Quando um dos membros do casal é bissexual e o outro é heterossexual também pode haver divergências que os levam a buscar a terapia de casal.

   Dificuldades comuns a todos casais incluem problemas de comunicação, questões relacionadas à carreira de cada um que afetam a relação, problemas sexuais,  crenças diferentes sobre prioridade e exclusividade, etc.

   Algumas dificuldades específicas a casais de lésbicas, gays ou bissexuais são, por exemplo, revelar-se como um casal aos conhecidos, familiares ou no trabalho, diferenças no processo individual de revelação da orientação sexual que afetem o relacionamento, questões sobre família, relacionamentos anteriores heterossexuais, ser pais, entre outras.

   A estrutura das sessões de psicoterapia destes casais é a mesma utilizada com os casais hetero, estando a diferença apenas no conteúdo a ser trabalhado.

   Nos casos em que questões individuais sejam mais proeminentes do que o relacionamento em si, após avaliação inicial, pode se optar por fazer psicoterapia individual ou  psicoterapia individual e a terapia de casal. No último caso o psicólogo geralmente indica outro profissional para fazer um dos atendimentos.


* a reprodução total ou parcial desses artigos fica a critério da autora. Para maiores informações, entrar em contato por e-mail: kelen@psicoterapiacognitiva.com.br